A Volta ao Brasil


Já estou no Brasil e trabalhando! Final de férias trágico! Voltei de New York direto para o trabalho… em tempos de crise, pelo menos tinha um para voltar, não é mesmo?

Não sei o que é pior de voltar ao Brasil, quando o aeroporto vai se aproximando do solo (lá em Guarulhos) a gente já vê umas favelinhas que ficam na região. No saguão do aeroporto não tem o mesmo brilho… E a cidade? Embora não enfrentamos o transito caótico de São Paulo, a São Paulo não tem luminosos, carros luxuosos e nem edifícios grandes… tudo parece tão simples. Daí chego a meu apartamento, ele é lindo, mas a vista não é para a Times Square e sim para a avenida dos Autonomistas, a avenida principal de Osasco. Daí sinto como se tivesse uma placa bem grande o tempo todo na minha frente: bem-vinda a realidade. E o pior? É aquele sentimento “será que um dia volto a New York?”

A primeira vez que fui para a terra do tio Sã levei comigo todos os preconceitos, não fui para lá feliz, fui a contragosto, queria estar noutro lugar, hoje em dia é a minha paixão. Existem muitos americanos arrogantes, mas existe uma maioria de gente boa e simpática. Sempre que falamos que somos brasileiros as pessoas dão sorriso e algumas arriscam até falar nosso idioma o que é muito engraçado. Assim como deve ser eu falando o idioma deles. No Metropolitan a moça da chapelaria bateu um papo conosco, quando soube nossa nacionalidade foi super simpática, disse-nos que os moços brasileiros são os mais bonitos do mundo. Olhem meninos, ela trabalha num local onde tem gente do mundo todo! Depois nos contou uma história que se apaixonou por um brasileiro e que tinha até pensado em vir morar aqui.

Um momento meio constrangedor é quando dizemos que somos brasileiras a pessoa lembra-se do samba, alguns sabiam até que estávamos em pleno feriado de carnaval… Em uma das minhas visitas a Sephora (o mundo encantado das maquiagens), a moça ficou toda feliz quando dissemos que éramos brasileiras, até comentou com outra colega que veio toda faceira falar com a gente e deu uma palinha no samba enquanto a outra apontava o seu traseiro… me dá um orgulho! Sabe, eu nunca gostei de samba, da melodia, da atitude e da dança, tenho um punk rock tatuado para toda a eternidade e as americanas vem sambar e apontar o bumbum em minha frente? Que raiva!

O bom de voltar ao Brasil é poder não usar tantas roupas, gosto do frio, mas às vezes machuca. O melhor é rever meu irmão e minhas gatinhas, que estava morrendo de saudades. Também estava com saudades das amigas a Fernanda e a Edneusa já vieram me mimar.

Desculpe a demora para atualizar o blog, arrumar as coisas dá o maior trabalho, fora que ainda estou meio confusa com o fuso horário, dormindo muito tarde e acordando atrasada para ir trabalhar.

16º dia

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Embora tenha chovido o dia inteirinho o dia foi bastante especial e gostoso, já sinto muitas saudades de New York. Meus pais ficaram arrumando as malas para voltar ao Brasil de manhã, dessa forma quando saímos do hotel já era hora do almoço, fomos direto para o Stardust, o meu restaurante preferido em Manhattan, o qual falei dele aqui quase todos os dias!

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Quando chegamos lá, por ser domingo, estava cheio e fomos encaminhados para o subsolo. A priori ficamos meio contrariados, porque estávamos hiper apegados ao primeiro piso, quando chegamos lá aquele garçom-músico que falei da outra vez estava lá e adivinha? O rapaz que nos recepcionou pediu que ele nos acomodasse, sendo assim, foi ele que nos atendeu. Foi uma ótima despedida do restaurante já que para mim, ele era o melhor cantor…

Pedi ao meu pai que tirasse algumas fotos dele para guardar de recordação e meu pai começou a disparar a máquina fotográfica. Recomendei parar, ele ia parecer gay! Ao final do almoço, minha sempre tão calada mãe, ela não fala inglês nem por decreto internacional embora saiba a língua, pediu para o rapaz tirar uma foto com a gente e depois uma só comigo. Senti mais ou menos a mesma vergonha que quando no meu aniversário de 7 anos minha prima Cecilia falou para o Renato (um menino uns 6 anos mais velho), que durante a manhã assistindo um desenho animado na TV, quando o príncipe e a princesa se beijaram eu comentei que era eu e ele…

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Depois andamos pela New York encharcada, andamos mesmo, a pé e de guarda-chuvas, queria me despedir de cada cantinho da cidade, comprar umas Victoria’s Secret e outras coisas.

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Passamos na MM’s a loja era vizinha nossa. Comprei uns MM’s com cores de menina e meu pai algumas peças de roupa. Lá vende mais bugigangas do que chocolate.

 

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Numa livraria esse livro amarelo em destaque é do brasileiro Paulo Coelho. Independente e você gostar ou não, dá o maior orgulho em ver um brasileiro em destaque. O livro é “O Alquimista”.

Não saímos para jantar, estávamos muito cansados. Meu pai e eu fomos tomar um sorvete numa sorveteria na Times Square (caríssimo por sinal, cerca e US$6) e não tão gostoso como os outros que havíamos tomado em restaurantes. Mas fizemos sucesso com nossos sorvetes no mar gelado, umas japonesas vieram nos perguntar onde havíamos descolado a tal delicia. Depois compramos bobagens e comemos no quarto do hotel.

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Eu e meu pai ainda na sorveteria. Quando saímos daí e andamos por Manhattam com nossa casquinha umas japas vieram saber onde compramos, sorvete faz o maior sucesso nas temperaturas negativas por lá… e quer saber? Como a temperatura é negativa, o sorvete nem parece tão gelado e a vantagem é que dá para saboreá-lo no seu tempo, porque não derrete.

Ah! Eu assumo! Amo New York!

17º dia

Eu estava muito triste. É sério! No nosso último dia em NYC estava hiper nostálgica, chorosa… não queria voltar de lá, é sério.

Fomos também ao Madame Tussauds no último dia. Na verdade não acho esse museu tão bacana, uma visita ali na vida já esta bom, e eu já tinha ido no ano anterior… fora que o acesso é meio salgado US$35 por cabeça, crianças e idosos a tarifa é um pouco mais suave. Mas queríamos ver o Obama, e foi decepção total, para tirar uma foto com ele tínhamos que ser uma foto oficial do museu por apenas US$30! A gente fingiu que ia pagar pela foto e enquanto a gente tirava a foto oficial, meu pai fazia a “pirataria” ao lado. Fizemos o mesmo com os bonecos da banda Jonas Brother, nem sei quem são, mas era uma febre juvenil lá nos EUA e nesse além de pagar, tinha fila.

 

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Uma das nossas fotos com o Obama. Conseguimos fotografar na mesma hora do flash da fotografa oficial.

Depois fomos a Century 21 comprar um relógio para meu tio e passamos na loja JR, que vende eletrônicos. Meu pai comprou uma balança porque queria pesar as malas antes da gente embarcar e eu acabei faturando uma geringonça que massageia os pés.

 

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Indo para a Century 21.

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Nossa última foto nos Estados Unidos.

Fomos almoçar no Hard Rock Café e começou a tocar uma musiquinha meio romântica e aí eu chorei. Assim voltamos ao hotel e arrumamos o que faltava nas malas para voltar ao Brasil.

No aeroporto comprei um removedor e maquiagem do rosto e outro de maquiagem de olhos da Clinique, aqui no free shop brasileiro nem sempre achamos… quando anunciaram o nosso vôo entrei em pânico, nem na primeira vez que entrei num avião fiquei com tanto medo. Lembrava a todo instante do acidente que aconteceu em Buffalo uma semana antes, saindo do mesmo aeroporto e campainha aérea! God bless me. Cantei tanta japa, que daria para ficar uma semana sem tocar nela!

Quando chegamos ao free shop de Guarulhos, mais luxuria a M.A.C. estava em promoção! Uma sombra estava custando US$13.50, claro que aproveitei para comprar algumas coisinhas lá, peguei maquiagem também na Lâncome, creme na Biotherm e um perfume da marca de surfista Roxy, ai ai ai ando tão surfista… só comprei um perfume porque tenho muitos e tenho medo de vencer. Como estou sempre viajando não há maiores problemas, né?

E foi assim que acabou meu sonho, minha viagem a New York e minhas férias! Que a crise amenize para o ano eu vem possa ter mais. Eu amo tanto NYC que as vezes penso queria conhecer o Havaí, Viena, India… mas se for para esses lugares com apenas uma férias ao ano, ficarei carente de NYC. Ainda não sei o que fazer.

PS: Amigas já revelei cerca de 300 fotos que estão num álbum bem bonito, quem quiser, vem aqui em casa ver.

Gente, que calor insuportável aqui no Brasil! Ontem acordei as 7h da manhã e já estava fervendo. Já voltei a trabalhar e a estudar. É a vida! Vou fazer um post com as 10 coisas que mais gostei em New York dessa vez.

Sobre Debora Wolf

Debora Wolf é formada em moda, pós-graduada em design gráfico e tem duas gatinhas a Kessy e a Ana Magali. Mora em Santana de Parnaíba, mas já morou em Florianópolis, gosta de ler escritores russos e indianos, estuda inglês e deseja morar noutro lugar. Vive mudando de opinião, já foi punk, hippie, punk de novo (e fez uma tatuagem punk rock), capoeirista, nadadora, surfista quando criança achou que seria bailarina, na adolescência tirou algumas fotos como modelo, mas descobriu ser muito tímida para posar. Hoje em dia sonha em ficar para sempre com seu namorado. Ama viajar, mas não gosta de comer nas viagens porque é vegetariana e sempre desconfia da higiene dos restaurantes. Tem mania de escovar os dentes e passar filtro solar. Quando tem um tempo livre escreve para o blog, sempre imaginou que seus principais leitores seriam os seus amigos, mas hoje em dia recebe gente que nunca pensou que conheceria.
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3 respostas para A Volta ao Brasil

  1. Debora Blanche disse:

    Eu morro de vontade de ir pros EUA.
    Quando era adolescente, quase fiz intercâmbio, mas acabei ficando com medo de ir sozinha.
    Aff, que tontice, eu sei.
    Eh engraçado esse lance de costume mesmo.
    Ultimamente, tenho ficado entre minha casa e a firma e quando saio, tudo parece tão feinho hehe
    Infelizmente gosto de luxo hahaha
    Que luxo essa loja da M&M.
    Eu acho que o dia que for para NYC eu piro.
    Eu sempre fui muito consumista, imagino o que farei por lah hhahahh
    Vc nunca pensou em ir pra Disney?’
    Ahhh quando eu pisar em solo americano, vou fazer questão de ir.
    Sou tããão infantil hehehe
    Bjsss

    • Debora disse:

      Não acho tonteira, tem gente que é muito apegada a família. Quando fui morar em Floripa aos 19 anos senti muita falta dos meus pais, tanto que não terminei a facu lá. Depois, no ano passado meu pai sugeriu que morasse um ano nos EUA e eu fiquei na mental, hj eu iria de olhos fechados, porém em plana crise acho que não é a melhor época para ir para lá, já que nãovai ter empregos para forasteiros e outra eu estudo desde que tenho 2 anos de idade e nunca fiquei nem 2 meses sem estudar, desse forma não quero empregos muito braçais.

      Lá em New York tudo é enorme, tem uma cidede muito grande no subsolo, tu entra numa loja pequena de repente tem uma escada e outras oportunidades, é assim….

      Sobre a Disney nunca tive vontade não, nem quando era mais nova, quem sabe se um dia tiver um filho, nunca deixaria de ir a NYC para ir a Disney, gosto apenas…

  2. Debora Blanche disse:

    Eu me mudei pra Sampa pela primeira vez sozinha, aos 18 anos.
    Na epoca, eu estudava jornalismo no Mackenzie e tava meio junkie.
    Cismei q tinha q morar na Consolação, pq era perto do mack e gostava das baladas de lah.
    Acabei num prédio caro, mas cheio de gente tosca e da pior espécie. Mas eu adooorava hahahaha
    Mas acabei voltando pra Pinda um ano e meio depois e me “casei” logo em seguida.
    Depois me mudei pra cá de novo no final de 2007.
    Eu tb naum sou chegada a nenhum emprego braçal tb e eh isso q me preocupa em relaçao aos EUA.
    Eu queria morar lah tb, mas tah tudo táo em crise por lah e nem sei se vale a pena hj.
    O Rama morou em Miami quando era criança, mas ele prefere a Europa.
    Como eu nunca fui, naum to muito apegada a escolha hehehe

    Ahhh, eu quero ir pra Disney e sem criança (que meu enteado não leia isso kkkkkkk).

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