E quando a maior MAYA é a nossa própria família?


Outro dia ouvi um comentário assim “vocês (os Hare Krishnas) deveriam poder beber, beber um pouquinho socialmente não faz mal algum. Assim como eu bebo, não tem problema”. Embora esse pensamento seja uma especulação das bravas, afinal de contas nosso mestre espiritual nunca nos autorizou isso, vou citar alguns exemplos, que talvez ilustre melhor o pensamento.

  • Seu marido sai só um pouquinho com a secretária dele. Mas é só umas saídas esporádicas após o expediente do trabalho. Bem raramente mesmo. Isso pode não ser considerado traição por ser bem pouquinho?
  • Joãozinho somente de vez enquando transa com Luizinho. Joãozinho fica com um monte de mulherada. Só porque o numero de vezes que ele fica com homem é menor que as vezes que ele fica com mulher que ele não será considerado gay? Ou pelo menos bissexual?
  • Seu filho cheira cocaína socialmente, menos de uma vez por semana, somente quando vai para a balada com os amigos. Você acharia isso preocupante?
  • Pedrinho já matou um pouquinho de gente, mas bem pouquinho mesmo. Só por isso ele não pode ser considerado um assassino?

O problema não está no quanto se faz e sim no que se faz. Beber não é considerado limpo ou auspicioso. Não devemos beber para curar uma dor de corno ou para aliviar alguma tenção. Temos que desenvolver austeridade, temos que passar por tudo e todos não maquiando a vida. Sou da seguinte opinião quem bebe para ser feliz, é um bruta de um infeliz.

Por isso, temos que cuidar, as vezes esses pensamentos vem dentro da nossa própria casa, quantas taças de vinho meu pai me ofereceu exatamente no momento que parecia mais propicio? Isso é MAYA, é ilusão, é o que te afasta do caminho de Deus e quando você se dá conta, já está perdidinho.

Sobre Debora Wolf

Debora Wolf é formada em moda, pós-graduada em design gráfico e tem duas gatinhas a Kessy e a Ana Magali. Mora em Santana de Parnaíba, mas já morou em Florianópolis, gosta de ler escritores russos e indianos, estuda inglês e deseja morar noutro lugar. Vive mudando de opinião, já foi punk, hippie, punk de novo (e fez uma tatuagem punk rock), capoeirista, nadadora, surfista quando criança achou que seria bailarina, na adolescência tirou algumas fotos como modelo, mas descobriu ser muito tímida para posar. Hoje em dia sonha em ficar para sempre com seu namorado. Ama viajar, mas não gosta de comer nas viagens porque é vegetariana e sempre desconfia da higiene dos restaurantes. Tem mania de escovar os dentes e passar filtro solar. Quando tem um tempo livre escreve para o blog, sempre imaginou que seus principais leitores seriam os seus amigos, mas hoje em dia recebe gente que nunca pensou que conheceria.
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Uma resposta para E quando a maior MAYA é a nossa própria família?

  1. Hari Dasa Anudasa disse:

    asitim caturas caiva
    laksams tan jiva-jatisu
    bhramadbhih purusam prapyam
    manusyam janma-paryayat

    “A vida humana é tão importante, que até mesmo os semideuses nos planetas superiores às vezes desejam adquirir um corpo humano nesta Terra, porque só no corpo humano a pessoa pode facilmente voltar ao Supremo”.

    Esta é uma afirmação encontrada no Padma Purana. Janma-paryayat: pela evolução, chegamos à forma do corpo humano e na forma humana temos a oportunidade de desenvolver a consciência de Krishna. Se não fizermos isto, estaremos desperdiçando a oportunidade.

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