Posso dizer uma coisa? Generalizações não são pensamentos muito elaborados e astutos. Por exemplo, o apresentador Luciano Huck é rico de berço e é corintiano. Vá a USP, a universidade federal mais concorrida do país, veja a turma de medicina, direito ou publicidade, que são os cursos com maior procura, certamente encontrará uma loirinha (natural ou não) por lá e político honesto, se seu pai for político certamente vai achar que ele é o único íntegro da categoria. Outro dia uma garota esbravejava no Face Book sobre a importância e o salário alto de um parlamentar. Não estou concordando que o que eles ganham é justo, o fato é que o brasileiro em geral ganha mal e a maioria já se acostumou com isso (eu não, tá?). Por esse motivo acha que o salário de um parlamentar tem que se equiparar ao do professor, mas eu penso exatamente o contrário, o do professor tem que ser igual ao do parlamentar. Mas o que mais me encucou com tal situação foi que o pai dela já exerceu dois cargos públicos em seu município. E daí a justificativa dela diante de tantos clichês “ele era honesto”. Tudo bem, acredito que seja, mas uma pessoa com o pai num cargo público deveria ser a primeira entender sua real importância, ou pelo menos, valorizar e admirar o “emprego” do pai. Enquanto jovens acharem que falar mal de políticos é entender de política, o Brasilsão continuará assim. Conheço um cara que fala “amarrom”, para a cor marrom, “lampida”, para lâmpada e mete o pau em políticos, parlamentares, presidentes, vereadores ou qualquer outro cargo público. Sabe de uma coisa? As vezes penso que muitos só repetem o que vêem na TV, no CQC, no Pânico…Falar o obviedades não nos tornam mais inteligente, vamos ler, vamos estudar, vamos aprender e ter discernimento. Como disse meu irmão, não podemos apenas exterminar os parlamentares e colocar professores em seu lugar, fazendo uma analogia bem simples, não podemos viver apenas do oxigênio, sem nos alimentar. Ambos são vitais a vida humana, assim como, professores e parlamentares são essenciais para o desenvolvimento de um país.
Lembrei de uma coisa que ilustra bem o “político ladrão”. Na verdade não creio que essa característica seja facilmente encontrada somente em políticos, elas são mais latentes em qualquer tipo de pessoa que exerça algum poder. Na empresa onde eu trabalho a regra é não se pode trabalhar familiares num mesmo departamento, ou seja, eu não posso ser colega de trabalho de uma prima, por exemplo, pior, ser sua chefe, pois sempre serei acusada de favorecimento, ainda que a “prima” seja mega competente. Fiquei sabendo de uma história, um gerente empregou a sua própria sobrinha. No inicio ele tentou encobrir a tal relação, mas não durou uma semana, pois as fofocas voam. Em pouco mais de um ano ele promoveu a garota, passando na frente mais ou menos uns 150 funcionários que aguardam promoção há anos, tem gente que está na “fila” há mais de 20 anos. A frase “Dê poder a um Homem e Verás quem ele é” é bem real, a gente costuma cobrar ética de tanta gente, mas temos que começar por nós mesmo, respeitando as regras da empresa onde trabalhamos, do condomínio onde vivemos, da academia que freqüentamos. Os valores começam no “micro” e se externam no “macro”.


