A Riquinha



Não sei de onde surgiu essa mania de “odiar” os ricos. Algumas pessoas intitulam umas as outras como “riquinha” de modo pejorativo é claro, mas duvido que se essa mesma pessoa, que fez tal critica, estivesse na situação privilegiada do alvo invejado doaria toda sua “riqueza” aos mais pobres. Não sejamos sínicos. As pessoas ricas até fazem doações, caridades, até porque, isso se abate depois no imposto de renda, mas também desfrutam do conforto que o dinheiro garante. Lembre-se o número de pessoas santas que abdicam do aconchego para servir os mais necessitados é extremamente limitado e todos eles estão sendo adorado em alguma igreja católica, um exemplo disso é São Francisco, que renunciou o dinheiro de sua família. No entanto, creio que esse é um ideal cristão. Embora Jesus tenha dito: “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13, 14) Ou seja, não falou para amar só os pobres, só os cristãos ou um determinado grupo de pessoa. Durante muito tempo a igreja fez o povo acreditar que ter dinheiro era algo demoníaco, obviamente por interesses pessoais, o que lhe garantiam mais doações, compra de um terreno no céu etc. Tanto que os judeus prosperaram, pois não compartilham dessa ideia e nunca compartilharam, pelo contrario, eles se ajudam mutuamente, por isso hoje em dia são tão poderosos. Em minha religião nascer numa família abastada na maioria das vezes é considerado um privilégio, digno que quem tem um bom karma pois desenvolveu atividades piedosas em vidas passadas. Aliás, somente isso justifica um bebe nascer numa boa família, onde os pais permanecem unidos para sempre e não passam nenhuma necessidade tanto financeira como de saúde. E outro bebe nascer filho de uma puta drogada, de um pai desconhecido, sem saúde e com dificuldade até para comer. Pense nisso a próxima vez que apontar o dedo para uma pessoa que tem mais dinheiro que você, afinal muitas vezes o dinheiro veio do trabalho, do merecimento e não de roubo.

Sobre Debora Wolf

Debora Wolf é formada em moda, pós-graduada em design gráfico e tem duas gatinhas a Kessy e a Ana Magali. Mora em Santana de Parnaíba, mas já morou em Florianópolis, gosta de ler escritores russos e indianos, estuda inglês e deseja morar noutro lugar. Vive mudando de opinião, já foi punk, hippie, punk de novo (e fez uma tatuagem punk rock), capoeirista, nadadora, surfista quando criança achou que seria bailarina, na adolescência tirou algumas fotos como modelo, mas descobriu ser muito tímida para posar. Hoje em dia sonha em ficar para sempre com seu namorado. Ama viajar, mas não gosta de comer nas viagens porque é vegetariana e sempre desconfia da higiene dos restaurantes. Tem mania de escovar os dentes e passar filtro solar. Quando tem um tempo livre escreve para o blog, sempre imaginou que seus principais leitores seriam os seus amigos, mas hoje em dia recebe gente que nunca pensou que conheceria.
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Uma resposta para A Riquinha

  1. Lucia disse:

    Dinheiro não é benção ( vide a vida dessa aí que vc colocou como exemplo na foto ), este pensamento pode até criar preconceito com quem é pobre e tem vida sofrida. Pense nisso tb.

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